A diferença... Eu tenho 635 anos...
Diário de uma alma disléxica
Eu faço parte daqueles desajustados que não sabem sofrer calados, que se rebatem, que tropeçam, brigam e enfrentam as piores desilu...sões pelas expectativas que criam e não alcançam. Eu choro, me rasgo, não durmo, enfrento um batalhão de eus contra mim mesma, digo coisas desconectadas com a realidade visível e me chamam de insana enquanto eu me aquieto acuada em meus sentimentos baixinhos. Não consigo dizer o que sinto nem mostrar, e digo e mostro tudo ao contrário, minhas emoções são disléxicas. Por que existe um vazio a ser preenchido que não há o que dê conta, não há céu, não há mar, não há floresta nem festa. Não há , e ninguém entende porque brinco de rodas com os elfos, sereias e sacis e me sinto tão pertencente e adequada. Ninguém vê o veneno escorrendo da cabeça e esquadrinhando meu corpo todo. Ninguém vê o quanto amanheço quebra-cabeça, retalhada, doída, doida. Ninguém vê eu derrotando os meus eus maus, mas me pedem para continuar sendo boazinha. Eu faço parte daquele muito tempo que passou e que está cada vez mais cansado. Hoje eu tenho 229 anos e somente uma coisa precisa ser feita. Até quando eu não sei. Mostrar os dentes na forma de um sorriso como quem está tranquilo da vida.
Eu faço parte daqueles desajustados que não sabem sofrer calados, que se rebatem, que tropeçam, brigam e enfrentam as piores desilu...sões pelas expectativas que criam e não alcançam. Eu choro, me rasgo, não durmo, enfrento um batalhão de eus contra mim mesma, digo coisas desconectadas com a realidade visível e me chamam de insana enquanto eu me aquieto acuada em meus sentimentos baixinhos. Não consigo dizer o que sinto nem mostrar, e digo e mostro tudo ao contrário, minhas emoções são disléxicas. Por que existe um vazio a ser preenchido que não há o que dê conta, não há céu, não há mar, não há floresta nem festa. Não há , e ninguém entende porque brinco de rodas com os elfos, sereias e sacis e me sinto tão pertencente e adequada. Ninguém vê o veneno escorrendo da cabeça e esquadrinhando meu corpo todo. Ninguém vê o quanto amanheço quebra-cabeça, retalhada, doída, doida. Ninguém vê eu derrotando os meus eus maus, mas me pedem para continuar sendo boazinha. Eu faço parte daquele muito tempo que passou e que está cada vez mais cansado. Hoje eu tenho 229 anos e somente uma coisa precisa ser feita. Até quando eu não sei. Mostrar os dentes na forma de um sorriso como quem está tranquilo da vida.